OSHENGRAH

A nova consciência

NATAL 2011 (2018)




Lajes, Ilha Terceira, 24.12.2011

Hoje fui tomado por uma Nave e me levaram a um local no interior da Terra.

Era um amplo salão interior, uma enorme caverna. Havia no ambiente uma luz diáfana, azulada, onde tudo estava com um aspecto calmo. Esta gruta chamava-se “Gruta do Natal”. Fui levado a uma casa de paredes talhadas em pedras de sardónica e jaspe. A casa era circular.

Fui conduzido pelos corredores em espiral até à Sala Central e aí fui apresentado a SICHEN-ITZA. Ao seu lado estava MAAMA-LI, a Senhora do Manto Celeste. Nessa sala estava uma mesa. Era redonda. Estavam dispostas duas cadeiras, uma em frente á outra. Havia outras duas cadeiras que estavam nos extremos da mesa e se cruzavam com a diagonal das principais.

Fui apresentado a duas outras personagens IETZIN-SHI-TZE e MAAG-DHAN-LI. Ao redor da mesa havia toda uma série de bancos e olhei, vendo na sala muitas pessoas de ambos os sexos, todos vestidos com fatos que lhes cingiam os corpos e tendo nos ombros capas como os Templários. As capas de todos eles eram brancas. Elas tinham capas cor-de-rosa. A capa de SICHEN-ITZA era dourada. MAAM-LI tinha uma capa azulão. IETZIN-SHI-TZE tinha uma capa violeta pelos ombros e MAAG-DHAN-LI envergava uma capa carmim.

Foram chamados a sentar-se à mesa, todos os presentes. Eram 6 bancos entre cada cadeira, sendo um total de 24 entre as 4 cadeiras. Na mesa havia apenas um Cálice Dourado e uma bandeja tapada e copos para cada lugar onde estava o banco. A um sinal de SICHEN-ITZA foi trazida uma capa branca e colocaram-ma pelos ombros. Todos se sentaram e havia um banco vazio à direita de SICHEN-ITZA. O Senhor me convidou a sentar nele. Uma vez tomados os lugares, dentro da Casa que se chamava CASA DA NATIVIDADE, dentro da Gruta do Natal. Estávamos na América do Sul, no interior da Terra.

SICHEN-ITZA levantou-se e tomou a Palavra.

            “Amados Irmãos e Irmãs de Ideal,
            “É vindo o tempo de abrirmos as portas a todos os filhos dos homens, pois a Luz não poderá ser guardada debaixo do alqueire, como tal não pode nem deve ser ocultada aos homens.
            “Eles foram seduzidos pelo falso brilho e pelas luzes opacas da matéria que o génio de MARASH-BAAK, o Senhor da Sombra, semeou.
            “É o tempo de concentrarmos as nossas forças e empenho, para que todos os filhos de LUKANAH entrem no Seio da Luz, e a PAZ reine no Coração dos Homens”.
Todos concordaram com um pronunciado “AKARIM!”

A seguir, MAAMA-LI levantou-se e pronunciou as seguintes palavras:

            “Amados e Amadas Filhos e Filhas do Universo,
            “Desde longas etapas nos juntamos na difusão da Luz e no serviço Amoroso Incondicional à Causa da Vida.
            “Como Agentes do Altíssimo temos levado o fermento celestial de estrela em estrela e de mundo em mundo, de forma a que as formas sejam preenchidas pelo alcançar do objectivo – educar os espíritos em peregrinação, de modo a crescerem entre a adversidade, tal como foi aprovado pelo PAI.
            “Este é o momento, Amados, de tomarmos a decisão de espalhar o Tesouro guardado na Taça de ALGOOL.
            “É o momento da Iluminação. MARASH-BAAK nada poderá opor, pois é vindo o tempo do Grande Sinal.”

Todo o Conclave acordou com um estrepitoso “AKA-OM”

IETZIN-SHI-TZE tomou o uso da Palavra:

            “Desde os tempos em que a Luz foi dada aos Guardiões e que os espíritos imaturos se arrastavam em formas grotescas, que temos dedicado a nossa Vida ao tutelar da Chama da iluminação e à difusão do Conhecimento, para que a verdade chegue ao Coração dos Homens e este planeta se torne na luz esplendorosa, e que todos os seres aqui existentes se tornem Luminares.
            “Assim, pois que o arrojo dos Servos da Sombra é imenso, é necessário fazer algo para parar este Oceano de Descalabro.
            “Libertando a FORÇA de ALGOOL, toda a iniquidade será varrida e a Jóia Celeste será de novo esplendorosa.

“Que se cumpra!”

Seguiu-se o “AKARIM” de aprovação geral.

MAAG-DHAN-LI, tomou a Palavra:

            “ Os arautos saíram a proclamar.
            “Já todos os pontos cardiais da crosta externa foram percorridos. As portas dos corações foram tocadas por todos os que levaram o Sagrado Legado.
            “Muitos repudiaram a Boa Nova. Muitos hostilizaram os Mensageiros.
            “Há um crescendo de iniquidade que não pode mais ser tolerado.
            “É importante que seja fechado o Dragão Negro que tudo corrompe e destrói.
            “É o tempo do estabelecimento da justiça.
            “Use-se o Segredo guardado na Taça de ALGOOL rapidamente ou não sobrará nada do planeta.”

O coro de “AKA-OM” aprovou o discurso.

O Senhor pegou na Taça, destapou-a e elevou-a 3 vezes. Fez o mesmo para com a bandeja que tinha pães. A seguir, verteu o líquido da Taça nos copos de cada um e repartiu um pouco de pão.

Seguiu-se a recitação:

            “Em nome de ELI tomamos o Vinho e comemos o PÃO na renovação do Sagrado Rito de MEL-KI-TZE-DEK e que o Espírito de ALGOOL circule em nós!”

Após termos tomado o “Elixir de ALGOOL”, o Conhecimento Divino da Comunhão, formou-se um halo de luz rosada no salão e a imagem de um Menino se materializou entre todos nós. Era o Divino Demiurgo, o Menino Imperador, o que tem de nascer em cada Coração, o verdadeiro Presépio de Belém, onde só assim nascerá a Luz. Depois disto, o Natal verdadeiro é em todo tempo, a toda hora, o Espírito de Amor, Fraternidade e União entre os homens de Boa Vontade.

Assim terminou a reunião e voltei a minha casa no mesmo veículo. A minha Alma está enriquecida.

Carlos Carvalho